Revolving Door

De Observatório sobre as Estratégias da Indústria do Tabaco no Brasil
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A expressão "Porta Giratória" (revolving door) é usada para descrever situações em que políticos ou servidores públicos assumem postos como lobistas ou consultores na área de sua atividade anterior no serviço público. É também uma via de mão-dupla que também permite que ex-empregados na iniciativa privada aceitem posições no governo, onde terão poder para regulamentar o setor no qual anteriormente trabalharam.

Um emprego na indústria pode ser uma recompensa por serviços prestados a ela, seja compartilhando informações ou exercendo influência sobre processos de preparação de regulamentações ou tomada de decisões. Da mesma forma, recrutar um funcionário público que tenha trabalhado em uma posição privilegiada para exercer lobbying pode ser algo interessante para a indústria, pois alguém nesta condição carrega consigo uma rede de relações que pode continuar a usar.


Kenneth Clarke: Posições Importantes simultaneamente na British American Tobacco (BAT) e no Governo do Reino Unido

Um exemplo de alguém com uma carreira combinando empregos na indústria fumageira e no governo é Kenneth Clarke (em inglês). De 1998 a 2007 ele foi um Diretor Independente informal na BAT e teve que lidar com acusações de envolvimento na empresa com contrabando. No mesmo período, teve várias posições no governo britânico, como Secretário de Estado para Justiça e Negócios Escusos e Chanceler do Exchequer, bem como Secretário de Saúde anteriormente. A página supracitada sobre Clarke contém exemplos de interesses conflitantes.


Martin Liptrot: Combinando Política, Tabaco, Relações Públicas & Assuntos Públicos

A carreira de Martin Liptrot é outro exemplo típico de ‘Porta Giratória’, abrangendo política, indústria do tabaco e Relações Públicas.

Começando como assessor de imprensa e de campanhas para o Partido Trabalhista no Noroeste do Reino Unido, ele foi recrutado pela Philip Morris (em inglês), em 1997, quatro meses após o partido trabalhista de Tony Blair ter chegado ao poder. Quando o governo de Blair foi eleito, muitas empresas estavam ansiosas para empregar pessoas com ligações com o seu partido. Liptrot, um não-fumante, ingressou na Philip Morris, em Londres. Posteriormente, já na Suíça, ajudou a reconfigurar a política de relações públicas da empresa para além do mero litígio contra seus críticos, como atestado em no "CSR Policy and Stakeholder Outreach" [1]. Após seis anos em distintas posições nos departamentos de Relações Públicas e Assuntos Públicos da Philip Morris e sua matriz, Altria, Liptrot foi para a Fedex em 2003, onde fez campanhas por menos barreiras ao comércio global.

Em 2006, Liptrot foi nomeado CEO da Ogilvy Public Relations Worldwide (em inglês), onde ficou por dois anos, antes de se tornar chefe do departamento de comunicações da GE Energy Services em 2008. De 2012 a 2013, Liptrot foi recontratado pela Philip Morris International, desta vez como Diretor de Comunicação Corporativa, em Lausanne. Atualmente, ele trabalha na Flórida, como o presidente de sua própria empresa de Relações Públicas. [2]


A este respeito, ver também:

Notas e referências

  1. HALL, Ian. Profile: Martin Liptrot, EMEA, Ogilvy PR Worldwide: From Merseyside to Canary Wharf, via Manhattan and Memphis, Martin Liptrot has forged a diverse path to Ogilvy PR Worldwide’s top EMEA job. PRWeek, 19 jan. 2006. Disponível em: http://www.prweek.com/article/536252/profile-martin-liptrot-emea-ogilvy-pr-worldwide. Acesso em: 24 nov. 2014. Documento integral: PDF.
  2. LIPROT, Martin. [Perfil profissional do Linkedin]. Linkedin. Disponível em:https://www.linkedin.com/pub/martin-liptrot/10/781/37b. Acesso em: 24 nov. 2014. Documento integral: PDF.



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