Rebatendo Criticas

De Observatório sobre as Estratégias da Indústria do Tabaco no Brasil
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Inteligência Competitiva (Intelligence Gathering)

"Estratégia criada para monitorar adversários e tendências sociais, a fim de antecipar os desafios futuros e possíveis prejuízos."

Intimidação

"Estratégia criada para usar o poder legal e econômico como um meio de assédio e ameaça para pessoas que apoiam o controle do tabagismo."[1]


Em Relações Públicas, "Rebatendo "Críticas" poderia ser considerado parte de "Gerenciamento de Problemas": lidar com as questões que potencialmente podem perturbar/contrariar expectativas das partes interessadas.

Especialistas em Relações Públicas costumam dizer: para evitar surpresas desagradáveis, as organizações devem analisar, monitorar e controlar as forças externas. (...) Essas forças devem ser analisadas ​​a partir de seus efeitos sobre a imagem, o lucro de uma organização e sua capacidade de agir. Com base nessa análise, a política de uma organização deve ser desenvolvida, a estratégia planejada e a ação implementada. [2]

Como a maioria das táticas adotadas pelas indústrias de tabaco, e de seus aliados, servem para denegrir a imagem e enfraquecer a posição das organizações que trabalham contra as mesmas. Esta seção pode ser vista/interpretada como a junção de grande parte da informação recolhida sobre o site do Observatório.

No entanto, a categoria do wiki "Rebatendo Críticas" se concentra em estratégias das indústrias que visam diretamente combater o trabalho de pessoas ativas no controle do tabaco, academicamente, na área da saúde, em grupos de campanha, ou na política. Isso inclui minar a credibilidade dos críticos e a confiabilidade de seus artigos/críticas, o que é feito através do uso de argumentos e linguagem e – de forma cada vez mais abusiva – ataques em comentários virtuais, no meio dos weblogs. Esses ataques podem se transformar até em uma campanha de difamação, propriamente dita.


Campanhas de Difamação

Tática empregada pela indústria do tabaco e seus defensores há muito tempo. Ela consiste em tentar marginalizar e denegrir seus críticos. Há, no entanto, uma escala de ataques flagrados que vai, desde críticas da indústria, a ameaças e abuso de blogueiros pró-fumo.

Um caso recente de uma campanha de difamação foi contra a professora Linda Bauld (em inglês), uma especialista internacional em políticas de saúde pública. Além de ter seu trabalho desacreditado, ela recebeu uma série de ameaças virtuais e por telefone, incluindo o que poderia ser interpretado como ameaças de morte. Outros acadêmicos também têm sido alvo de ameaças.

Argumentos e linguagem

Nos debates de controle da saúde pública e do tabaco, a indústria do fumageira tende a usar um conjunto recorrente de argumentos. As mesmas questões e a mesma linguagem continuam aparecendo em discussões sobre temas-chave, como embalagens genéricas, preços e impostos e contrabando.

As empresas de tabaco têm como objetivo manter os temas em debate longe de problemas relacionados à saúde - como os perigos oriundos do uso de tabaco, e as taxas de mortalidade - para assuntos mais emotivos. No momento eles tentam vincular o tabagismo à liberdade dos consumidores no contexto das liberdades civis. Nesse contexto, a proibição de fumar é vista como uma violação dos direitos básicos dos indivíduos e, portanto, é discriminatória.

A implantação da embalagem genérica e a política de saúde do governo são vistas como uma interferência indesejada do chamado Estado Babá, violando tanto a privacidade, quanto o direito da livre iniciativa. Cada vez mais os defensores da indústria do tabaco, na ‘blogosfera’, constroem seus protestos com base em argumentos do Estado-babá.

A indústria usa esses argumentos e linguagem de formas diferentes, por exemplo, em suas Táticas Midiáticas, suas Técnicas Envolvendo Terceiros e Tática RSC (Responsabilidade Social Corporativa). No entanto, o objetivo continua o mesmo: passar a mensagem e difundir as ideias e argumentos contra a regulamentação do fumo, tendo como alvo o público em geral e os influenciadores de tomadores de decisão.

Argumentos empregados no Brasil

A indústria do tabaco aplica, com recorrência, os argumentos de que o Estado-Babá tem por objetivo disciplinar e controlar a sociedade, eximindo-nos do direito de livre iniciativa. Recentemente, a indústria tem criticado a lei Nº 12546 de 14 de dezembro de 2011[3], porém regulamentada em 2014[4], ressaltando que a proibição do fumo em ambientes fechados implica em uma nova intervenção do Estado no comportamento da sociedade e trazendo prejuízos econômicos, porém omitindo a importância da lei com relação a saúde pública. Além disso, percebe-se que o discurso de perda econômica é falaciosa, uma vez que à venda de cigarros refletiu em um aumento de 20% em 2011, graças ao investimento da Japan Tobacco International (cerca de R$ 10 milhões), além da inauguração do Centro Mundial de Desenvolvimento na região de Santa Cruz do Sul (RS), polo fundamental de produção do tabaco no Brasil [5].

Em complemento, organizações ligadas a indústria do tabaco como a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL), Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Sorocaba (SINHORES) e afins, atuam na manutenção do discurso anti-controle do tabaco, alegando perdas de clientela e consequentemente prejuízo econômico.

Para mais informações, ver também:

Estudo de casos

A Carta ao Editor (em inglês) do ‘The Telegraph’, publicada no Dia Mundial Sem Tabaco em 2011, é um bom exemplo da retórica usada hoje. Ela é também um exemplo clássico de como a indústria utiliza Técnicas envolvendo Terceiros. Apesar de ser assinada por grupos aparentemente independentes, alguns deles ainda têm ligações com a indústria do tabaco ou receberam financiamento da indústria do tabaco no passado. É difícil avaliar quantos ainda recebem dinheiro da indústria, já que muitos não divulgam seu financiamento.


O conteúdo da carta é uma mistura dos últimos argumentos da indústria. Os autores:


  • Ridicularizam os planos do governo
  • Trilham um caminho contra a regulamentação
  • Imaginam o Estado como inimigo da indústria e da livre iniciativa, em geral,
  • Defendem os interesses dos pequenos varejistas
  • Usam o “risco de aumento do contrabando” como contra-argumento para proibição
  • Minam a credibilidade do governo.


Frequentemente adversários de Controle do Tabaco defendem a auto-regulação, alegando que o direito à liberdade de escolha, ligada à responsabilidade pessoal, deve ter precedência sobre a saúde pública.

O argumento usado contra a implantação de embalagens genéricas (em inglês) é, segundo a indústria, de que ocorrerão danos econômicos aos proprietários de pequenas lojas, que são citadas como vítimas. Já o argumento contra o banimento é que muitos bares perderão clientela e, alguns, podem vir a fechar.

A luta contra a embalagem simples também é travada em razão da propriedade intelectual. As empresas de tabaco alegam que a regulamentação internacional garante a proteção da sua marca, ao reivindicar o uso do logotipo da empresa como um direito universal. No entanto, a batalha jurídica em torno destas questões está sendo travada na Austrália. Veja as páginas do Observatório sobre Tática Jurídica e Embalagens Genéricas na Austrália.


Difamando a comunidade reguladora de tabaco

"Um último truque é se tornar pessoal, hostil, rude, assim que você perceber que o seu adversário leva vantagem, e que você 'vai se dar mal'. Esta tática consiste em deslocar o foco do objeto da disputa (como a argumentação sobre um devido tema) para o litigante, para, de alguma forma, atacá-lo. Mas, ao tornar a questão pessoal, faz-se com que os verdadeiros problemas pertinentes se juntem e desapareçam, através de uma argumentação ofensiva carregada de rancor " [6]


Histórico : "Vamos chamá-los de Fascistas da Saúde"

"A única maneira de preservar o direito de fumar é associá-lo

com a liberdade de escolha do estilo de vida , e com a crítica libertária do

"fascismo na saúde" e com o autoritarismo do 'establishment' médico."

[7]

.


A indústria do tabaco há muito tempo tenta marginalizar seus adversários, rotulando-os como 'extremistas'. Em sua "Estratégia Futura" em 1989, o então diretor da ‘Forest,’ Chris Tame propôs alinhar-se com a causa libertária e, ao mesmo tempo, atacar defensores da saúde pública, rotulando-os de os 'fascistas da saúde'.[8] Isto, alinhado com a estratégia da [www.tobaccotactics.org/index.php/Forest Forest] (em inglês), de 1983, para se tornar "um adversário agressivo e destemperado ". [9]. A página da História da Forest têm mais exemplos dos resultados desta abordagem.

Em 1996, um programa de uma década criado pela Philip Morris (em inglês) chamado Projeto Sunrise (em inglês), tinha o objetivo de dividir e rechaçar o movimento de controle do tabaco, em parte, atacando-os como extremistas. [10] Na verdade, este foi baseado na estratégia da ‘Forest’ a partir dos anos anteriores.

Deturpando o debate através do uso da linguagem

Mais recentemente, há um esforço combinado entre blogueiros pró-tabaco para demonizar a comunidade de controle do tabaco e os definir como 'extremistas', 'fanáticos, 'fascistas', etc. Um blogueiro pró-tabaco (em inglês), Chris Snowdon chega a invocar semelhanças com o Exército Republicano Irlandês (PIRA)[11].

Tentar abalar a reputação das pessoas que buscam proteger a saúde pública, rotulando-as como 'extremistas', é uma tática deliberada do movimento pró-tabaco. Ao mesmo tempo, a indústria e seus grupos de fachada, como a Forest (em inglês), perceberam que, por ser a indústria do tabaco uma voz tão polêmica e desacreditada, falar em seu nome geraria antipatia do público. É por isso que a indústria e os seus apoiadores usam palavras como "liberdade", "independência" e "sanidade" para descrever suas atividades.

Desta forma, muda-se o foco do debate. Ele deixa de ser sobre uma indústria que mata um em cada dois de seus usuários de longa data e tem de recrutar jovens fumantes para permanecer no negócio, para se transformar em um argumento libertário sobre "liberdade" e os excessos do Estado-babá (em inglês). A linguagem é sempre cuidadosamente elaborada. A coalizão de grupos libertários argumentando contra a embalagem genérica no Reino Unido foi batizada como a "Coalizão dos Sãos". Isto sugeriria que uma medida de saúde pública desenhada para proteger as crianças do fumo é de alguma forma pernicioso.

A manipulação se completa quando alguém pago pela indústria do tabaco, que é uma indústria com uma história de engodos e mentiras, acaba sendo descrita como defensora da liberdade, de forma a quando alguém estiver trabalhando para proteger a saúde pública, este será tachado de 'extremista'.

O jogo de palavras empregado pela indústria e seus apoiadores está se tornando cada vez mais abrangente e perverso. Mais do que qualquer outra indústria, as grandes empresas fumageiras têm uma tradição de empregar grupos de fachada, também chamados de grupos para passar a sua mensagem.

Mas, apesar de muitos Institutos de Pesquisa e grupos que promovem o tabaco não revelarem se recebem verbas de terceiros, aquelas organizações antitabaco vinculadas ao sistema de saúde britânico têm sido rotuladas como organizações astroturf. [12]

Outras frentes de ataque usuais são alegações de que os cientistas antitabaco que publicam em revistas científicas indexadas estariam dispostos a fazer qualquer coisa por dinheiro, inclusive manipular estatísticas propositalmente, fragilizar os discursos empregados pela saúde pública ou mesmo desvirtuar para outros focos, fomentando discussões para questões ou produtos que não possuem relação com a indústria fumageira[13]. Existem novos casos de intimidação documentados no site TobaccoTactics. Tratam-se de ameaças contra os cientistas e ativistas antitabaco. A atmosfera criada por estes detratores (rotulando pessoas como 'fascistas da saúde', 'nazistas', 'extremistas', etc), também desumaniza cientistas, tornando mais provável que uma agressão física possa ser desferida contra os mesmos.

Exemplos de situações em que profissionais de saúde são retratados como 'extremistas'

Dentre os blogueiros pró-tabaco que denigrem a comunidade de controle do tabaco, se incluem:



Casos recentes de rebatendo críticas

*31 de dezembro de 2019: Alliance One: mudança na estrutura organizacional, com novas linhas de negócio:[14].

Em setembro de 2018, a Alliance One International passou a contar com nova estrutura organizacional, para atender a outras linhas de mercado. Com a alteração, que também incluiu a mudança de nome para Pyxus, a organização passou a atuar como holding e incluir culturas agrícolas além do tabaco.


*31 de maio de 2019: Precisamos falar de alternativas:[15].

Publicidade da Philip Morris Brasil sobre o uso de cigarros eletrônicos e cigarros aquecidos . A PMB patrocinou um evento de discussão em pleno dia 31 de maio de 2019, sendo este o dia mundial sem tabaco.


*24 de maio de 2019: “O tabaco é uma joia que precisa ser cuidada”, diz diretor da Souza Cruz:[16].

"o tabaco é uma joia que precisa ser ser cuidada", diz diretor da Souza Cruz, Dimar Frozza. Notícia que apresenta uma breve biografia do diretor citado, além de sua defesa quanto a economia do tabaco.


*21 de janeiro de 2019: Open letter from Philip Morris International CEO:[17].

Carta publica pelo André Calantzopoulos, CEO da indústria de tabaco Philip Morris International, no qual o mesmo apresenta inúmeros discursos contra a possibilidade de proibição de venda do produto de tabaco, alegando que os dispositivos nocivos são unicamente derivados de aditivos e afins, descartando a nicotina como um problema de saúde pública. Em aditamento, alega que a indústria de tabaco investe em pesquisas científicas para tornar o produto mais adequado ao consumidor.


A este respeito ler também:


Notas e referências

  1. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Tobacco industry interference with tobacco control, 2008. Disponível em: http://whqlibdoc.who.int/publications/2008/9789241597340_eng.pdf?ua=1. Acesso em:24 out. 2014. Documento integral: PDF
  2. BASKIN, Otis; ARONOFF, Craig; LATTIMORE, Dan. Public relations: the profession and the practice. Estados Unidos: Brown & Benchmark, 1997. P. 80.
  3. BRASIL. Lei Nº 12546, 14 de dezembro de 2011. Presidência da república, Brasília, DF, 2011. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/lei/l12546.htm. Acesso em: 8 jan. 2014. Documento integral: PDF.
  4. OLIVEIRA, Anderson. Lei restringe fumódromos no comércio e setor prevê maior queda no movimento. Cruzeiro do Sul, São Paulo, 15 dez. 2012. Disponível em:http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia/585674/lei-restringe-fumodromos-no-comercio-e-setor-preve-maior-queda-no-movimento. Acesso em: 7 jan. 2015. Documento integral: PDF.
  5. MESMO com restrições ao fumo, investimento no tabaco cresce. JCNET, São Paulo, 25 dez. 2011. Disponível em: <http://www.jcnet.com.br/Economia/2011/12/mesmo-com-restricoes-ao-fumo-investimento-no-tabaco-cresce.html>. Acesso em: 30 out. 2014. Documento integral: PDF
  6. SCHOPENHAUER, Arthur. The art of controversy. Inglaterra: Swan Sonnenschein, 1896. Disponível em: https://ia801409.us.archive.org/11/items/artofcontroversy00schouoft/artofcontroversy00schouoft.pdf. Acesso em: 24 nov. 2014. Documento integral: PDF.
  7. TAME, Chris. Forest's future strategy: a discussion. Legacy Tobacco Documents Library, Estados Unidos, 27 fev. 1998. Disponível em: http://legacy.library.ucsf.edu/tid/tvs28c00. Acesso em: 7 nov. 2014. Documento integral: PDF
  8. id.ibid.
  9. IS FOREST exportable? Legacy Tobacco Documents Library, Estados Unidos, 22 set. 1983. Disponível em: http://legacy.library.ucsf.edu/tid/wys55b00/pdf. Acesso em: 24 nov. 2014. Documento integral: PDF
  10. McDANIEL, Patricia; SMITH, Elizabeth; MALONE, Ruth. Philip Morris’s Project Sunrise: weakening tobacco control by working with it. Tobacco Control, v. 15, p. 215-223, 2014. Disponível em: http://tobaccocontrol.bmj.com/content/15/3/215.full.pdf+html. Acesso em: 3 dez. 2014. Documento integral: PDF.
  11. Nota: o PIRA irá suceder o Exército Republicano Irlandês 'histórico', a partir de 1969.
  12. SNOWDON, Chris. Astro-turf group breaking the law in Liverpool? Velvet glove, ironfist, Inglaterra, 22 abr. 2012. Disponível em: http://velvetgloveironfist.blogspot.co.uk/2012/04/astro-turf-group-breaking-law-in.html. Acesso em: 24 nov. 2014. Documento integral: PDF.
  13. RIBEIRO, Renato Janine. O direito de fazer mal a si próprio. Zero Hora, Rio Grande do Sul, 10 jan. 2015. Disponível em: http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/proa/noticia/2015/01/renato-janine-ribeiro-o-direito-de-fazer-mal-a-si-proprio-4678527.html. Acesso em: 21 jan. 2015. Documento integral: PDF
  14. BENCKE, Juliana. Alliance One: mudança na estrutura organizacional, com novas linhas de negócio. Folha do Mate, Rio Grande do Sul, 31 dez. 2019. Disponível em: https://folhadomate.com/noticias/gente-negocios/alliance-one-mudanca-na-estrutura-organizacional-com-novas-linhas-de-negocio/ . Acesso em: 20 abr. 2020. Documento integral: PDF
  15. PRECISAMOS falar de alternativas. Philip Morris Brasil, Rio Grande do Sul, 31 maio 2019. Disponível em: https://precisamosfalar.com.br/home/. Acesso em: 15 abr. 2019. Documento integral: PDF
  16. GARCIA, Pedro. “O tabaco é uma jóia que precisa ser cuidada”, diz diretor da Souza Cruz. Gaz, Rio Grande do Sul, 24 mai. 2019. Disponível em: http://www.gaz.com.br/conteudos/geral/2019/05/24/146607-o_tabaco_e_uma_joia_que_precisa_ser_cuidada_diz_diretor_da_souza_cruz.html.php. Acesso em: 01 abr. 2020. Documento integral: PDF
  17. CALANTZOPOULOS, andré . Open letter from Philip Morris International CEO. Político.eu, [s.l.], 21 jan. 2019. Disponível em: https://www.politico.eu/sponsored-content/open-letter-from-philip-morris-international-ceo/. Acesso em: 28 jan. 2019. Documento integral: PDF



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